"Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura." Charles Bukowski

domingo, novembro 20, 2016

Difícil é amar o outro quando as coisas não vão bem


"É muito fácil amar alguém quando esse alguém é uma representação exata e ideal dos nossos anseios, quando esse alguém nos preenche o vazio e sempre, sempre está ali fazendo de tudo por nós. Difícil é amar quando as coisas não vão bem, quando o outro está indisposto e hoje não conseguiu nem te desejar um bom dia porque não dormiu muito bem a noite e a semana não está sendo das melhores. Difícil é amar alguém depois de uma discussão, quando os ventos sopram contra e você só consegue fazer uma oração como quem não tem mais argumentos. É mesmo muito difícil amar quando o outro tem problemas e a gente precisa ser muralha e não barreira, quando o inverno chega e você precisa ser achego, precisa ser abrigo.

Difícil é amar o outro quando o sorriso insiste em se esconder e o choro persiste em aparecer. Como é difícil segurar as mãos quando o orgulho se faz presente e abraçar o outro como quem o desculpa de algum erro. Difícil é amar o outro quando a tempestade vem e parece não querer cessar, quando o café esfria e você não sabe como esquentar.

Difícil é olhar nos olhos do outro e ter compaixão, mesmo depois de tantos erros, mesmo com tantos tombos. É difícil respirar fundo e continuar amando depois de uma palavra que fere, quando na verdade estávamos precisando de um toque acolhedor.

O amor é um mar de imperfeições, sabemos da profundidade de nossas palavras, de nossas atitudes, mas às vezes, na maioria das vezes, não conseguimos medir isso e acabamos afogando o outro com as nossas ondas.

É fácil amar o outro quando ele nos oferece tudo, quando o outro é sempre abrigo e o sorriso está sempre presente. Difícil é amar na tempestade quando a chuva não quer cessar, quando os ventos estão fortes e você precisa segurar a mão do outro como quem está ali para ser um porto seguro mesmo não sendo tão forte assim.

Se existe orgulho, me desculpe, mas não é amor. Se não tem paciência, eu repito, não é amor. Se as palavras são grosseiras e o tom de voz parece aumentar por qualquer coisa, eu insisto em dizer, não é amor. O amor é paciente, o amor é bondoso, o amor não se ira facilmente.

É difícil sim, engolir nosso orgulho e reconhecer que erramos como é difícil olhar nos olhos do outro e pedir desculpas em tom de vergonha. É difícil ter paciência e tranquilidade quando estamos cansados, fartos e sobrecarregados, quando qualquer suspiro pode ser o estopim para fazer você explodir. É difícil oferecer ao outro aquilo que precisamos, é difícil entender que hoje de fato não é um dia bom e sim eu vou ficar aqui com você. É difícil largar aquela saída com os amigos porque hoje você não acordou bem e eu sei que mesmo você dizendo: “Pode ir” você deseja que eu fique aqui.

É difícil sim entender que o outro é diferente e mais difícil ainda é amar NAS diferenças. Na teoria tudo parece complicado e distante de ser real, mas quando a prática funciona você entende o quão bonito é amar, o quanto a gente cresce, amadurece e aprende a se doar cada vez mais, cada dia um pouquinho mais. Você aprende que amar é sempre ser mais e nunca ser menos. E que o outro ocupa um espaço que não pode ser preenchido por ninguém.

E então você entende que o outro nas suas imperfeições é o seu encaixe perfeito."

Thamilly Rozendo
https://logoeusite.wordpress.com/

quinta-feira, novembro 17, 2016

Prece do dia

Deus me livre e guarde da ganancia, em se desejar possuir sem merecer;
Deus me livre e guarde da avareza de sentimento, dessa economia tola em se doar;
Deus me livre e guarde da inveja, onde se deleita da vida alheia quanto que a vossa faça perecer;
Deus me livre e guarde da indiferença, essa patologia silenciosa que nos estride à alma.

Carla Pinheiro

segunda-feira, novembro 07, 2016

Eu te odeio por te amar

Não me arrependo do tanto de mim que entreguei a ti, das declarações que te fiz, do amor que despejei em forma de textos, em forma de beijos, em forma de lágrimas.

Não me arrependo dos planos que criei sozinha aqui na minha mente. Me imaginava com você nos mais diversos lugares. Companhia, companheiro. Mas aos poucos fui vendo que existia apenas um lugar na sua vida que me cabia. E isso doeu em mim, lá na alma. Perfurou, dilacerou. Eu sangrei. Ninguém viu.

Não me arrependo de ter lutado por você quando você me pediu para eu desistir. Não me arrependo de ter lhe confiado a minha alma. Eu sempre senti que você valia a pena. Logo eu, que sempre fugia e desistia quando começava a me envolver. Com você eu fiquei. Eu fui além. Me atirei sem temer o precipício. Eu errei. Me quebrei.

Eu costurei meu coração só para poder continuar a te amar. Você não viu mas eu sei que sentiu que o meu sentimento era maior e além do gostar. No fundo, você não queria aceitar que eu te achava magnânimo demais, elevado demais, grandioso demais, diferente dos outros. Eu queria tanto que você se enxergasse da forma como eu te enxergava. Esse foi o meu maior fracasso. Você não queria aceitar o fato de que merecia ser amado. E talvez por isso você tenha quebrado o nosso acordo e me machucado. Assim você me daria motivos para eu sentir por você o que você sente por si mesmo: descrença. E agora é só isso o que sinto. Por você.
Pelo mundo. Pelo tudo. Que hoje é nada.
Você também não viu, quando adormecia ao meu lado, que eu te olhava pedindo muito a Deus para que você não me machucasse um dia. Você não viu. Deus não me ouviu. O mundo não parou quando você jogou por terra tudo que nós éramos ou que eu imaginava que éramos. Somente eu perdi o chão. Me enchi dos sentimentos mais corrosivos que alguém poderia sentir, na tentativa de me desvencilhar. Acho que tudo teria sido mais fácil se você nunca tivesse existido. Mas eu não sei se sua inexistência seria de fato o melhor pra mim.

Eu te expulsei de todas as formas possíveis na esperança de te apagar, mas no fundo, bem lá no fundo, tive esperança de você voltar. Mas você não volta, mas você não volta, mas não volta e eu já nem sei mais como eu consigo me manter aqui de pé, fingindo não ter mais sentimento enquanto na verdade existe um sentimento a me dominar: eu te odeio, eu te odeio por te amar.

Nat Medeiros

https://imaginasenat.wordpress.com/

terça-feira, abril 19, 2016

Indecifrável

"Eu te olho sim profundamente, eu sou sim indecifrável, sempre fui um enigma, sempre fui assim, mas daí vem você e descobre meus segredos, decifra meus pensamentos, entende o meu olhar, aprende meus gostos, entende minhas manias… e você ainda me pergunta se eu amo você."

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, abril 15, 2016

Sou carne, osso e caos.

"Não me trate como um ser perfeito, isso me causa náusea e ânsia de vômito. Sou carne, osso e caos. Meus pés caminham insistentemente para o erro e acredite eu erro muito. Escrevo para mostrar todo meu desajuste e minha incompetência em me adaptar, quero falar dos amores que perdi porque eu não estava suficientemente atento, quero falar de futuros felizes para evitar me olhar no espelho. Tenho esperanças absurdas que me invadem sem nenhuma educação, sou humano esse é meu orgulho, sou fracasso e vitória, sou cura e ferida que não sara, sou choro de alegria e riso de insanidade. Humano absurdamente humano."

Zack Magiezi

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

À vontade


"Traz pra cá essa calça moletom e cabelo preso, vem com chocolate, pizza e até mesmo um temaki, amanhã a gente conta caloria, hoje seremos só nós. Escolhe o filme que se não tiver no Netflix eu baixo, até como pipoca mesmo odiando quando o milho prende nos meus dentes. Pode ser comédia, drama, terror, suspense, qualquer coisa desde que hoje a gente veja no mínimo três filmes, se tiver claro a gente fecha as janelas, hoje eu não quero ver as horas passarem.

Vem com cobertor e se não tiver frio eu deixo o ar-condicionado no menos vinte e cinco. Pensando melhor, pega aquela manta toda peluda que você ama aqui em casa. Pode trazer meia que não iremos por o pé na rua, vem de chinelo, vem confortável, só não vem com calcinha bege porque calcinha bege é foda. Traz seu carregador já que você vive pendurada nesse celular, traz o teu jeito tão bonito de ficar sem graça, traz o teu perfume, traz seus cremes e sabonetes de rosto. Traz pantufa e se quiser até roupão.

Vem sem maquiagem, vem com óculos porque os filmes serão legendados, vem com bom humor porque eu vou te encher o saco. Vem pensando no agora, esquece prova, esquece trabalho, esquece dívida, esquece ex, só não vai esquecer de mim. Vem com fome que eu faço o jantar. Vem com vinho que eu faço macarrão. Vem com papel que eu te faço um poema. Vem sorrindo que eu te faço dois. Vem correndo que eu te seguro. Vem chorando que eu te animo. Vem sorrindo que eu te beijo. Vem sorrindo. Vem suja que a gente se resolve no chuveiro. Só vem logo.

Deixa seus problemas para amanhã porque hoje o seu único problema vai ser ter que lidar com as porradas do travesseiro cada vez que você perguntar o que aconteceu no filme, vem com escova porque seu cabelo vai ficar bagunçado. Traz umas cervejas para mim e uma Skol Beats para você, vem com alguma playlist bem bolada para eu rir de ti deslizando com as meias pelo chão do corredor, vem sem pijama porque eu amo te ver com as minhas camisetas, vem sem pudor. Vem com esses olhos sempre tão bonitos. Vem simples como só você consegue ser.

Vem preparada para mordidas e arranhões. Vem preparada para um pouco de carinho. Vem pilhada que hoje a gente não dorme. E você sabe: para mim o amanhã só começa quando a gente acorda. Vem e fica."

Nota do autor: recomenda-se reler o título depois da última palavra do texto.

Bruno Amador

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Ela é o caos.

"Ela é do tipo que só fica até o amanhecer se o porre foi tão grande que impossibilitou ela de ir embora, ou se a noite foi tão longa que virou dia. Dormir de conchinha é impensável, a não ser que esteja muito frio ou que ela esteja numa daquelas noites carentes. Dificilmente você a verá fazendo a limpa na balada ou festa, ela é contida, não necessita de alguém, mas acredite, quando ela quer, ela consegue. Ela é o terror das namoradas e se você namorar uma, evite grudar demais, evite se declarar demais, evite falar, ela é minuciosa e vai reparar no teu tom de voz se você aprontou ou não. Não apronte.
Possui um poder de argumentação fora do normal, quando não te convence com palavras apela para os teus sentidos, ela te convencerá a ir numa churrascaria se você for vegetariano e se você duvida, é porque você nunca a conheceu. Dificilmente deixa seus sentimentos transparecerem, ela é sombria e na escuridão ela faz seu show, com as luzes apagadas ela te mostra que não é preciso ser a primeira vista para se apaixonar.
Não tente prendê-la, ela gosta da liberdade, se tivesse asas voaria pelo mundo e não te deixaria nada além de saudade e uma vontade imensa de acompanha-la. Você pode até tentar, mas seu ritmo é acima do normal, é necessário prática, anos de vôo para poder talvez segui-la, mas novamente, fique longe, ela gosta de espaço. Normalmente dona de uma boca que mais parece um santuário irá te fazer duvidar da existência de Deus, porque esse ser, não pode ser criação divina. Ela é o caos.
Por ser o caos ela é um prato cheio de inspiração para os meus textos, se Cazuza quer a sorte de um amor tranquilo eu quero ser azarado, quero emoção, adrenalina, alguém como ela proporcionará as melhores histórias que podem ser escritas, provavelmente envolverá álcool, unhas e dentes. Por ser difícil dela ficar mais do que uma noite estar com ela é um desafio, e eu sempre gostei de desafios, não é por nada, mas monotonia me cansa, sempre fui o tipo de pessoa que deixava para tirar aquele 9,5 em matemática na última prova do ano, gosto da emoção e emoção é seu apelido. Ela é o caos e como eu amo isso."

Bruno A.

Mais em umquartodepalavras.com.br

quinta-feira, janeiro 21, 2016

É assim que eu vou me lembrar de você


Eu poderia me lembrar que você quebrou meu coração. E você quebrou, mais do que qualquer outro, você sabe, não sabe? Não de um jeito bonito e romântico, mas de um jeito feio, cheio de sangue, cicatrizes e pontadas de dor. Eu poderia me lembrar das lágrimas que eu derramei – não foram poucas, nem silenciosas, e precisei de álcool, Netflix e amigos para que elas secassem. E eu precisei disso durante dias, durante muito tempo, porque esquecer você não foi rápido. Eu poderia me lembrar da parte ruim, dos dias antes do fim, de todos os motivos pelos quais todo mundo diz que eu deveria te odiar. E talvez eu devesse – ainda – te odiar. Mas eu não quero.
Porque eu não quero olhar pra trás e me lembrar da parte em que eu não amei você.
Talvez seja apenas eu sendo trouxa mais uma vez, sem cansar de procurar as partes boas de todo mundo, mas acho que, chega um momento, depois que a dor acaba, em que a gente escolhe como vai se lembrar das pessoas. Não como se eu quisesse tudo aquilo de volta, porque eu realmente não quero. Eu apenas acho injusto só lembrar do fim quando tudo antes disso foi tão bonito. E foi bonito, apesar de tudo. Não foi?
Então eu vou lembrar dos seus abraços quando eu estava prestes a surtar. As mensagens que você mandava no meio da madrugada quando eu não conseguia dormir. Eu vou me lembrar da sua família que me acolheu como se eu fizesse parte de tudo aquilo, sabe? E foi sempre tudo tão natural. Eu vou me lembrar daquelas risadas de tirar o fôlego que a gente deu naquele fim de semana em Recife – a melhor viagem que a gente jurou repetir (mas foi só mais uma coisa entre a lista de promessas que a gente nunca cumpriu). Eu vou me lembrar das noites em que a gente dormiu com as pernas entrelaçadas e alguma parte de mim achou que ia ser você pra sempre.
Eu vou me lembrar daquela época em que você era meu lugar seguro, e não tinha nada nem ninguém que me acalmasse mais do que o som da sua respiração enquanto você dormia. E eu vou me lembrar de quando eu sabia dos seus sonhos, seus planos, tudo em que você acreditava, tudo o que você queria conquistar. De quando eu achei que sabia tudo sobre você, daqueles dias em que eu achei que eu te entendia e que a gente se completava. Eu vou me lembrar do você que eu conhecia, mesmo que hoje a gente não se conheça mais.
E quando me perguntarem de você, apesar da parte em que doeu, apesar da parte em que a gente chorou, apesar de eu não te querer de volta na minha vida, eu vou sorrir e dizer que você foi incrível. Que, mesmo que não seja mais comigo, você ainda é.
Porque é assim que eu escolhi me lembrar de você.

Karine Rosa

FONTE:
http://entretodasascoisas.com.br/2016/01/21/e-assim-que-eu-vou-me-lembrar-de-voce/

segunda-feira, novembro 30, 2015

Sobre Amor e Migalhas




Cara, por todo esse tempo tive medo de te perder e não percebi que me perdi. Me perdi de mim, das coisas que acredito, que sei que são certas e das coisas que mereço.
Talvez você nem seja um cara ruim, mas me faz mal viver submersa nessa eterna esperança de que uma hora será minha vez. Essa vez nunca chegou e nunca chegará, e mesmo que você me dissesse AGORA que a partir desse momento você me daria o que tanto quero, eu não iria aceitar. Não iria, porque não se trata do que eu quero, mas do que mereço.
Eu só queria ter você ao meu lado, que fôssemos um casal feliz, que você me assumisse. Mas merecer, eu merecia tudo isso e muito mais. Muito mais do que ligações tarde da noite, quando é notório que só me ligou porque não conseguiu nada melhor. Muito mais do que “eu adoro seu jeito”, como se isso quisesse dizer o que eu realmente gostaria de ouvir. Muito mais do que um “:D” quando eu falo de você com carinho em uma rede social.
Eu mereço ser a mulher que alguém tenha orgulho de apresentar à família e aos amigos, que alguém tenha orgulho de dizer: “Essa é minha parceira, meu amor”. Mereço ouvir “Eu te amo” antes de desligar o telefone e mereço respostas e postagens calorosas para dizer o quão feliz e bom é estar ao meu lado.
Não é pedir demais que eu só pare meu bonde para subir alguém, quando esse alguém estiver parado na minha ou quiser andar nos mesmos trilhos que eu. Quero ser chamada de namorada, de “mor”, de “minha”, não no sentido da posse, mas no sentido de proximidade e quero poder dizer: “meu” no mesmo sentido.
Não te culpo por nada. Nem a mim. Na verdade, pouco importam as culpas, porque o que mais quero é encontrar alguém que não me considere apenas uma pomba de praça, pra quem ele joga as migalhas para me ver perto. E de nada adianta ficar por perto porque, quando quero me aproximar um pouco mais, ele bate o pé pra me ver voar amedrontada. Ele não me quer. Por conta disso, acho melhor voar em outros playgrounds, onde eu não precise de migalhas como atrativo.


Thatu Nunes

Confira mais textos de la em http://entretodasascoisas.com.br/author/thatu-nunes/

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Quem é mais forte?





"O mundo não é justo, menina. Quem te magoou pode sim seguir a própria vida feliz e tranquilo. O mundo não é aquela novela em que o vilão se dá mal no final - aliás, você já foi vilã também. Aqui se faz e nem sempre se paga. Aqui não tem lei do retorno, tem lei do mais forte. E é mais forte quem menos se entrega."


 Nathalí Macedo

sexta-feira, janeiro 23, 2015

É o fim, menina









Acabou, menina. Acabou e só tu não percebeste. Ele não te arranca mais sorrisos da boca e teus olhos estão tristes. Acabou desde o dia em que tu calaste as tuas convicções sobre o amor e deixou que as razões e bobagens dele guiassem o teu coração. Eu sei da tua luta, menina. Eu ouvi teus choros, gritos e brigas. Mas no dia em que tu cansaste e preferiste o silêncio, acabou.
Acabou desde o fim do outono, menina. Foi quando ele ficou surdo para os teus pequenos pedidos de afeto e só restou frieza. Acabou quando teus pensamentos começaram a viajar por outros mundos. Não dizem que a gente costuma sonhar com as coisas que acalentam a presença da ausência? Olha bem para isto, minha menina. Não consigo enxergar um pedaço teu nesta relação. O amor tem que ter o jeito torto dos dois. Naquela noite de angústia em que só tu cedeste, acabou.
Acabou porque tu deixaste de fazer questão da presença e dos presentes. O colo e as palavras dele perderam o gosto, menina. A sorte é que teu riso é fácil e qualquer abraço consegue afastar tuas lágrimas. Lembro do dia em que tu chegaste, com todas as borboletinhas no estômago, falando que ele era o teu herói. Aquele brilho de fazer inveja ao próprio sol não existe mais. Quando tudo se apagou, acabou.
Acabou junto com a tua vontade de mandar cartas. A verdade é que ele nunca foi tocado com tuas pequenas loucuras de amor e, talvez por isso, tenha se esquecido de demonstrar. Os carinhos dele só chegavam depois das traições. O problema, menina, é que tu o deixaste pensar que sempre estaria disponível. Não existe mais atenção e cuidado. No momento em que tu começaste a falar do tempo ao invés de gastar tua doçura para quebrar aquela estupidez, acabou.
Acabou, menina. Mesmo que teu coração ainda pulse por ele, acabou. Mesmo que toda a tua pele ainda chame pelo corpo dele, acabou.
Acabou. E quando tu perceberes isto, cedo ou tarde, eu não ficarei preocupado. O teu riso é fácil e tu irás reencontrá-lo no primeiro abraço. E dele, não mais tu quererás saber.

IGOR LUZ

terça-feira, janeiro 20, 2015

Que você venha

Que você venha de peito aberto.
Que curta minha meninice, mas respeite minha maturidade.
Que não se envergonhe por minhas tatuagens e as entenda como parte do que sou.
Que queira cuidar, e saiba também ser cuidado.
Que esqueça seu próprio passado e não me faça nunca lembrar do meu.
Que seja intenso em tudo, e que seja sincero nisso.
Que entenda e se divirta com o meu sarcasmo.
Que queira me dar seu sobrenome, mas não se chateie quando souber que não aceito mudar o meu.
Que quebre o silêncio ao menor sinal de distância entre nós.
Que aprecie boa música sem preconceitos e rótulos.
Que consiga abrir mão do próprio status para viver o que realmente vale a pena comigo.
Que se importe tanto quanto eu me importo.
Que me ame um pouco mais do que eu amo.
Que você venha...


Daniella Morais


terça-feira, novembro 18, 2014

és forte

- Invejo-lhe menina.
- Inveja-me? Oras, mais porque?
- És forte.
Silêncio
- Nem sempre fui assim.
 - E como aprendeu a ser?
- Da pior forma possível.

Autor desconhecido

quarta-feira, outubro 15, 2014

Desabitar meus hábitos








Estou com sede de mudanças,
mas não quero arrastar os móveis,
nem desentortar os quadros.
Quero desabitar meus hábitos.
 
Marla de Queiroz

quarta-feira, setembro 17, 2014

Controle


Que era eu...







Gente, conheçam as ilustrações da Luyse Costa!
Essas que postarei no blog hj fazem parte da coletânea Re-Trato, que homenageia os 15 anos da banda Los Hermanos, foi produzida pela musicoteca e distribuída online de graça.
 


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Sentimental






Gente, conheçam as ilustrações da Luyse Costa!
Essas que postarei no blog hj fazem parte da coletânea Re-Trato, que homenageia os 15 anos da banda Los Hermanos, foi produzida pela musicoteca e distribuída online de graça.
 


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